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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lucid Dreamming


"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos."
(William Shakespeare)

“Lucid Dreaming” de Stephen LaBerge.Infelizmente, este é um livro que ainda não possui uma edição em língua portuguesa. O excerto é praticamente o epílogo da referida obra e aborda um assunto que, se constitui como uma das mais importantes implicações da fenomenologia dos sonhos lúcidos. Quem estiver interessado em conhecer melhor o trabalho e obra do autor, recomendo a visita ao seguinte site da Web (de autoria do próprio LaBerge): www.lucidity.com.

(...)É provável que aquilo que foi dito em relação ao terço das nossas vidas que passamos a dormir também possa ser aplicado aos outros 2/3 – o estado a que chamamos vigília.

Comecemos com algumas das aplicações e implicações que a experiência do sonho lúcido sugere para a vida quotidiana. Até que ponto serão relevantes para a vida vigil, os conceitos do sonho lúcido? A resposta é que as atitudes que caracterizam o sonho lúcido possuem certos paralelismos com uma abordagem à vida que podemos apelidar de “vida lúcida”.



Durante o sonho não lúcido assumimos tacitamente que estamos acordados, enquanto que no sonho lúcido nós sabemos que estamos a dormir e a sonhar. Creio que o par de atitudes correspondentes se podem processar também no estado de vigília da seguinte forma: por um lado, podemos assumir, de forma não lúcida, que estamos objectivamente a experimentar a realidade. De acordo com esta perspectiva, a percepção parece ser um assunto simples e que se reduz meramente a olhar pela janela dos nossos olhos e observar o que está lá fora. Infelizmente, este ponto de vista tradicional e do senso comum parece ser claramente inconsistente com as descobertas da psicologia e neuropsicologia modernas. O que nós vemos não é o que está “lá fora”; de facto, não existe sequer um “lá fora”. O que nós vemos e sentimos é apenas um modelo mental, dentro da nossa cabeça, daquilo que percepcionamos ou acreditamos estar “lá fora”.



A compreensão lúcida da natureza da percepção deriva do actual conhecimento acerca do funcionamento cerebral. Seguindo esta abordagem, proponho a hipótese de trabalho de que todas as nossas experiências são necessariamente subjectivas: elas são o resultado da nossa própria construção baseada no nosso estado motivacional, bem como naquilo que vemos e acreditamos ser a realidade. Um bom exemplo desta afirmação são as ilusões ópticas que podem ocorrer como resultado das expectativas. Resumindo, poderemos dizer que a análise mais correcta acerca da percepção é que nós não experimentamos a realidade de forma directa mas sim através de modelos do mundo. Desta forma, antes de sermos capazes de ver o que está “lá fora”, a informação visual dos nossos olhos tem de passar por uma série de factores subjectivos tais como as expectativas, sentimentos, conceitos, valores e atitudes.



Para a Psicologia Esotérica, o estado a que habitualmente chamamos de vigília/acordado está tão longe de ver as coisas como elas são na “realidade objectiva” que mais poderia ser apelidado de “sono” ou “sonho”. Bertrand Russel chega a esta mesma conclusão percorrendo no entanto um caminho diferente. Segundo este autor, se acreditarmos no que diz a física actual, então os “sonhos” a que chamamos percepções vigis têm apenas mais uma pequena semelhança com a realidade objectiva do que os fantásticos sonhos do sono.



Filósofos à parte, se lhe perguntassem “Estás acordado?” provavelmente iria responder “Com certeza!”. Infelizmente, estar certo de que estamos acordados não fornece nenhuma garantia disso mesmo.

Como sabe que está acordado neste preciso momento? Poderá dizer que sim porque se lembra de ter acordado hoje de manhã. Mas isso poderá ter sido apenas um falso acordar, e pode estar a enganar-se a si próprio sonhando que já não está a sonhar. Talvez aquilo que julgamos ser um “verdadeiro acordar” seja apenas mais um grau de acordar parcial ou falso.



Tentemos perguntar verdadeiramente, uma vez mais, a nós próprios: “Estou acordado?”. Notará o quão difícil é levantar genuinamente esta questão. Perguntar sinceramente se estamos realmente acordados requer uma dúvida honesta e isto não é um assunto fácil para a maioria. Mas duvidar do “induvidável” é o negócio dos filósofos. Como Nietzche coloca a questão: “…além desta realidade em que vivemos e temos o nosso Ser, uma outra, e completamente diferente, realidade permanece fechada e é por sua vez também uma aparência”



Como podemos nós não estar totalmente acordados? É possível que tenhamos um sentido superior (eg. uma forma de intuição) que normalmente permanece adormecido quando os nossos sentidos “inferiores” mas mais conhecidos estão acordados. Assim, como foi acima sugerido, a experiência a que chamamos vigília/acordado e consideramos completa, pode ser de facto apenas um acordar parcial e apenas parte da verdadeira realidade.

Como Orage escreveu: “Podemos temer a existência de uma morbidez nas decorrentes especulações; e que um esforço para ver as nossas vidas vigis como meramente uma forma especial de sono implica uma diminuição da sua importância para nós. Mas esta atitude perante um facto possível e provável é por si só morbidamente tímida. A verdade é que, tal como nos sonhos nocturnos o primeiro sintoma de acordar é suspeitar de que estamos a sonhar, o primeiro sintoma de acordar da vida vigil é a suspeição de que o nosso presente estado é semelhante a um sonho. Estarmos conscientes de que estamos apenas parcialmente acordados é a primeira condição para nos tornarmos e ficarmos nós próprios verdadeiramente mais despertos.



Dada a virtual impotência do raciocínio filosófico para levantar genuinamente a suspeição de que estamos apenas parcialmente acordados, existe felizmente um meio mais eficaz de abordar esta questão. Esta abordagem, o que não constituirá nenhuma surpresa, é o Sonho Lúcido. Os sonhos lúcidos podem objectivamente mostrar-nos como é pensar que estamos acordados e descobrir que afinal isso não é verdade. O sonho lúcido pode ser um ponto de partida para a compreensão de como podemos não estar totalmente despertos – assim como o sonho normal está para o sonho lúcido, o comum estado vigil pode estar para o verdadeiro estado desperto. Esta capacidade dos sonhos lúcidos – preparar-nos para um acordar mais completo e verdadeiro, pode vir a provar ser o potencial mais significativo para nos ajudar a ficar mais vivos nas nossas vidas(...)

Fonte: http://sites.google.com/site/arcadesonhos/afilosofiaonirica

Da Realidade e do Sonho


"O que vejo, o que sou e suponho não é mais do que um sonho num sonho."

(Edgar Allan Poe)



Mas afinal o que é a realidade?

A definição do senso-comum mais abrangente seria provavelmente: “Tudo o que existe”.

Os cientistas em geral usam frequentemente o termo “realidade” como um sinónimo para “Universo físico”. Contudo, de acordo com a neurofisiologia actual, o universo físico apenas existe hipoteticamente, uma vez que apenas o podemos experimentar de forma indirecta através de estimulações neurais. É aquilo a que podemos chamar de “Experiência-no-Corpo”- IBE (In the Body Experience) na terminologia anglo-saxónica.
De acordo com esta teoria, a realidade física que de facto experimentamos parece ser apenas uma estimulação imperfeita e uma abstracção de um universo físico cuja existência apenas podemos inferir, e nunca directamente corroborar.
Contrastando com esta posição podemos assumir uma atitude descritiva ao usar o termo realidade. Assim, de um ponto de vista fenomenológico, o termo realidade refere-se ao mundo da experiência directa, o mundo em que vivemos. Nesta perspectiva, a realidade experimentada nos sonhos ou noutros estados alterados da consciência (como em estados meditativos ou provocados pelo consumo de substâncias psicoactivas) não é menos válida que a realidade experimentada no normal estado de consciência, aquele em que nos encontramos durante a vigília, na maior parte do dia. Ou seja, os sonhos e a vigília são apenas modos distintos de percepção da realidade.
Um estado de consciência é como um filtro ou lente, através do qual vemos o mundo. Assim, durante a vigília experimentamos a realidade de uma determinada forma, somos inundados por estímulos perceptivos. No sonho experimentamos a realidade segundo um modo perceptivo diferente, um modo em que estamos “fechados” para o mundo exterior. O mesmo se passa num sonho lúcido ou numa trip sob efeito de cannabis; cada estado tem a sua realidade característica.
Infelizmente, na nossa sociedade o termo “sonho” adquire sentidos indesejáveis que prejudicam a nossa compreensão da sua real natureza e importância. Por exemplo, muitas pessoas usam frequentemente a frase: “Foi apenas um sonho”. Isto assenta muito bem na perspectiva comum de que os sonhos não são reais e portanto não são importantes, não são dignos de uma atenção séria, sendo melhor esquecer do que lembrar.
Em relação à natureza dos sonhos, cada indivíduo normalmente efectua um juízo, uma assumpção em sintonia com os seus preconceitos pessoais e/ou culturais (Kellogg, 1989). Por exemplo:
1.Sonho = simplesmente as projecções subjectivas do cérebro adormecido de uma pessoa.

2.Sonho = Um mundo espiritual totalmente diferente e independente.

3.Sonho = Um reino parapsicológico com elementos tanto objectivos como subjectivos.

4., 5., etc…

Uma vez realizados, estes juízos cristalizam-se e tornam-se praticamente inquestionáveis.
Alguns cientistas certamente acreditam que uma aceitação inquestionável da actualmente popular teoria do sonho tal como sumariado no juízo 1., define a verdadeira natureza dos sonhos. Mas para muitos outros, tal definição parece ser simultaneamente limitativa e ingénua. O mundo onírico constitui-se como um universo próprio, uma realidade com as suas próprias leis e, tal como as outras realidades, é uma criação da nossa própria mente.

Fonte:
http://sites.google.com/site/arcadesonhos/afilosofiaonirica

sábado, 21 de agosto de 2010

Estamos Presos e Não "Percebemos"!


Esse texto que vou postar logo a seguir é sobre como nossa vida está cercada de situações que só nos deixam cada vez mais presos nesse mundo de caos e medo, distanciando-nos do nosso real EU interior que é só amor. Somos tratados como gados, que são alimentados, crescem e se reproduzem para então servir de alimento ou transporte de carga dos "verdadeiros" seres humanos. Aqueles que tem o direito de usufruirem de uma vida confortável e com todas as maravilhas que a nossa Mãe Terra dá a todos gratuitamente mas somente poucos têm acesso. Me sinto assim, um gado, todo dia que tenho que levantar cedo, pegar ônibus lotado, metrô cheio para cumprir minha função de mão-de-obra barata do sistema capitalista.Mas enfim, o texto que vou postar é da Ravena, que no final terá a indicação do seu blog, e que ao lê-lo , encontrei sentido em cada palavra que ela escreveu e por isso a necessidade de coloca-lo na íntegra aqui no meu blog.

"...Porque Vivemos Nesse Planeta?

Qual a razão de vivermos nesse lindo planeta azul? O que estamos fazendo aqui em meio há tanto caos? Bom, a vida é uma grande jornada, uma grande viagem para descobrir quem você é.

Robert Happé diz que quando você chega naquela encruzilhada em que se descobre quem você é, então você chega a paz, uma vez que você esteja em paz, você pode CRIAR DE ACORDO COM SUA CONSCIÊNCIA CRIATIVA.

Já escrevi isso várias vezes e não me canso: Somos pura energia, seres espirituais vivendo temporariamente no corpo físico, na matéria densa.

Os valores foram invertidos no meio do caos, e esse caos foi criado a fim de nos manter cativos em meio há ilusões mil, que são alimentados todos os dias pelo apego e o valor distorcido da matéria. As pessoas temem a morte, porque relacionam a vida ao corpo, sendo assim, se o corpo morre a vida acaba, pura ilusão, já que a energia é eterna! E relacionam sua felicidade no acúmulo daquilo a matéria pode lhe oferecer.

Todos os nossos sistemas estão baseados na obtenção de lucro, todo mundo quer lucrar, todos correm atrás apenas de metas materiais. Parece um ciclo eterno de escravidão ao sistema do medo, estamos ensinando nossas crianças a comprar alegria e bem estar e já que isso não se pode comprar , estamos somente nutrindo as ilusões que nos foram ensinadas. O lucro é o objetivo e a competição a regra.

Na escola em que trabalho, as crianças competem o tempo todo, de quem é o melhor celular, de quem é a melhor mochila, de quem o melhor sapato, quem possui o melhor vídeo game e computador. Estão acabando com a auto estima e confiança dessas crianças, porque as compram ao invés de ensinar, de dar atenção, as mães levam suas filhas de 8 anos nos salão de beleza para alisar os cabelos, fazer as unhas, tem menina que usa chapinha antes de sair de casa, elas estão ensinando suas filhas a não gostar de si mesmas, do corpo que possuem, do cabelo que possuem, querem incluí-las no sistema que dita a moda, a silhueta, enfraquecendo a imagem que fazem delas próprias. Crescem sem amor próprio e impulsionadas pelo consumo desenfreado. Só se sentem felizes amarrotando o armário de roupas e sapatos e como essa “felicidade” passa como um tiro, lutam o mês todo nesse abastecimento. Pobres mulheres ocas!

Alguns ensinam que o importante mesmo na vida é estudar muito pra ser alguém na vida. Mas na verdade, o que eles querem dizer é: estude bastante para TER algo na vida.

Seus pais não aprenderam a importância do ser, do se conhecer, do espiritual e somente passam a informação adiante. Virou uma bola de neve colossal, contribuímos para o caos que se instalou e toda a manipulação porque estamos acomodados a contribuir, pelo simples fato de não saber quem somos, o que fazemos aqui e o que realmente desejamos.

Se você caiu aqui nesse espaço, deve ser porque está descontente nesse sistema, não se encaixa e está louco para cair fora. Descobriu tanto nos últimos tempos que todas as suas crenças foram abaladas.
Mas agora você já SABE, que existem somente duas opções: MUDAR E MUDAR MAIS UM POUCO.

As pessoas me perguntam: o que eu faço Ravena? Isso é verdade? E isso é mentira? O que eu faço para mudar? Por que tudo é tão difícil?
Você se sente inseguro, fraco, porque na verdade, você ainda não conseguiu entender o que é e o que você pode realizar. Você precisa prestar atenção nas suas qualidades espirituais e focar essa atenção em desenvolvê-las. E assim, se tornar consciente do que você pode fazer. Você já sabe muito, sua bagagem espiritual, energética é imensa! Você precisa confiar que dentro de você estão todas as repostas e informações.

Nós atraímos as experiências que precisamos para desenvolver essas qualidades. São lições e todas as respostas para resolver qualquer situação que apareça em sua vida estão dentro de você.


Eu sempre tive dificuldade em aceitar autoridade de alguém que não tinha conquistado meu respeito, principalmente no ambiente profissional, já que a maioria dos chefões por aí, ÀS VEZES capacitadas em colher resultados, mas moralmente SÃO um fiasco. São agressivos, calculistas, egoístas e o pior, geralmente são pessoas que exploram os mais “humildes”. E eu sempre fui daquelas que entrava numa briga pra defender o que eu achava injusto. Já ouvi coisa do tipo: “melhor contratar as que nunca estudaram e bem pobrezinhas, porque essas sim trabalham”. Quase voei na pessoa que disse isso.
Mas sempre me perguntei, porque eu sempre acabo no meio de gente assim¿

Porque a Ravena estava querendo mudar as pessoas ao seu redor também agressivamente. Ninguém muda ninguém e na briga muito menos. Percebi que estava atraindo esse tipo de situação, o ciclo sempre se repetia, porque eu não estava colocando em prática a minha compreensão do todo. O chefe pra mim continua sendo um “idiota”, mas um idiota que coloca em prática o que sabe, o que aprendeu, o que conheceu, são seus valores distorcidos que ditam sua conduta: “não estudou, trabalhe como um camelo”.

E os que sofrem sua tirania, atraem igualmente esse tipo de situação, porque de alguma forma estão aprendendo lições, das quais eu não vou conseguir interferir, posso ajudar, mas não resolver o problema.

Hoje eu não brigo mais, prefiro consolar quem foi “agredido” ou ajudar de outra forma. Essas pessoas são invisíveis nas empresas, ninguém lhes dá atenção, só pedidos.

Algumas são verdadeiros poços de sabedoria! Eu aprendi muito com algumas e é mais fácil plantar uma sementinha nelas do que nos “cheios de títulos”. Tento ajuda-las a aguentar o tranco e fazê-las entender que elas podem mudar essa situação.

Eu já sei o que sou e estou descobrindo quem sou, identificando a cada minuto o que é preciso mudar em mim, o que é preciso aprimorar, lapidar. Estou usando o que eu sei, o que estou aprendendo, ouvindo meu coração, seguindo minha intuição.
Aumente sua bagagem, aproveite cada minuto do seu dia nesse aprimoramento, se esse é o seu desejo, ele se realizará. Deseje muito se conhecer, porque a maioria não se conhece, a maioria está inconsciente de suas potencialidades.

Nós estamos aqui aprendendo como integrar as polaridades, aprendendo a se equilibrar numa corda bamba pacas, você precisa conseguir enxergar que cada experiência que vem no seu caminho é uma oportunidade se elevar em consciência, você deve se abster do medo para isso, porque somos controlados através dele. E o medo é uma criação da matrix, é uma ilusão, porque você não é medo, você é amor, você é divino, lembra domundo dos fractais? Nós somos irmãos sem a demagogia religiosa, somos irmão porque somos filhos do Universo, somos parte dele e ele é parte de nós.

Somos tão eficientes em criar, que fomos aprisionados nesse sistema de medo, nessa matrix informacional de ilusões PARA MANTER aqueles que NÃO possuem tamanha habilidade de criação. Isso define a escravidão que vivemos.

Você está pronto para se libertar? Quer sair da letargia cômoda?

Então pergunte-se:
Quem sou eu? o que eu posso fazer? Saia da vibração que te mantêm preso nessa ilusão de ineficiência, você vai descobrir que pode fazer muitas coisas. Hoje ninguém sabe o que são e o que podem fazer, estamos perdidos, até que um de nós comece a despertar e comece a enxergar um propósito maior e oPROPÓSITO MAIOR É DESPERTAR , dê um susto no medo que te controla, assuma sua vida sem esse controle.

Confie em você e nas respostas/informações que estão aí dentro do seu coração...."

sábado, 3 de julho de 2010

O que é a Matrix (maya)?

[...] Olhar para Matrix é olhar para a nossa mente. Ela está programada para nos dar todas as respostas (mesmo erradas), com uma capacidade gigantesca de criação e autopreservação. Ao mesmo tempo que realiza os nossos desejos, escraviza-nos a eles.

O mundo moderno é fruto da Matrix, tudo a nossa volta nasceu dela (da mente ou Matrix, como preferir), desde a bateria de seu relógio de pulso à nossa língua, à moral, à filosofia e à ciência. Não vemos o mundo como ele é, mas sim como os nossos sentidos o captam. Uma rosa vermelha é todas as cores, menos o vermelho. Ela absorve as outras cores e reflete o vermelho. Além disso, tudo o que é captado pelos sentidos é interpretado pela programação do cérebro. Este programa foi criado, de um lado, pela seleção evolutiva natural a todas as espécies e, de outro, por nossas próprias criações. Programas gerando programas, dando origem ao que chamamos de sociedade. [...]

Do livro Matrix, Bem-vindo ao Deserto do Real

Copa 2010: Quem são os senhores do mundo?

Envolvidos nas nossas paixões ficamos cegos e geramos sentimentos doentios ao nosso espírito.
Não existe uma energia do bem numa copa do mundo. Apesar de que o mal desapercebido trabalha para o bem, geramos numa disputa de copa do mundo sentimentos separatista contra o nosso semelhante.
Uma determinada seleção vence, e a outras?
"Tenho o orgulho de ser brasileiro pois MINHA SELEÇÃO é a campeã!"
"Estou triste porque MINHA SELEÇÃO perdeu!"
Mas, se MINHA SELEÇÃO perdeu de quem foi a culpa?
- Dunga, Felipe Mello, Zico, Toninho Cerezo, Parreira, Zagalo, Riacardo Teixeira que vendeu a copa? Quem?
Esta sempre será a atitude para o fracassso: A culpa é do OUTRO!
No instante que recohecemos que somos um com o outro (sentimento de unificação), a alegria do outro é também a nossa alegria. A tristeza do outro é também a nossa tristeza. O Fracasso do outro é também o nosso fracasso.
Eu entendo o que o Mayanics nos propõe para nos libertar desta ilusão, deixando de ser escravos do Sistema. Isto é um fato.
Só não entendo como ELES (Quem são Eles?), controlam esta situação com tanta perfeição: Estabelecer um resultado e sair TUDO conforme planejado.
Imaginem só:
15:47 do segundo tempo da prorrogação entre Gana X Uruguai. Penalti para Gana e expulsão do jogador. Só era converter a penalidade e o resultado seria totalmente diferente do que foi (A mão de Deus está sempre mudando de lado). Será que o jogador Gian perdeu o penalti porque ELES queriam?
Será se ELES não queriam um país africano na semifinal?
É muito sofrimento para um povo (os Africanos) que só perdeu até hoje e nós, brasileiros, ainda sentimos ORGULHO de ser o melhor no futebol do mundo quando somos piores em tantas situações, principalmente de não saber valorizar o OUTRO.
Será que temos que ser penta, hexa, hepta.... E os OUTROS nada?
Como seres humanos, ficamos mais tristes com a derrota do Brasil ou com a derrota da Seleção de Gana?
Qual das duas iremos esquecer mais facilmente?
Por isso entendo o Mayanics quando nos propõe a nos libertar desta MATRIX.
Eu só não entendo e gostaria de entender é QUEM SÃO ELES e como ELES controlam perfeitamente o resultado previsto?
Por isso peço ao Mayanics que nos esclareça melhor, antes da Espanha ser a Campeã, não no meu e-mail particular, pois não quero privilégios, mas para toda comunidade, pois só assim poderemos DEIXAR DE SER GADO.

Fonte: Comunidade Nibiru-Ciência e Religião

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O que é maya?

Tudo o que o homem comum vê, realiza, sente, conhece é Maya. A aparência de um mundo tem sua base em Brahman. O conceito de Maya se aplica unicamente ao mundo fenomenal, ilusório, que consiste em nomes e formas. Ele não é inexistente, porém difere da Realidade, Brahman, da qual depende para sua existência. Ele não é irreal, porém desaparece quando a luz do conhecimento atinge o seu íntimo, desperto para Realidade.
O homem normal apenas sobrepõe Brahman, pois não conhece intimamente a Verdade. Em um estado de consciência comum o ser humano cultua Brahman de diversas maneiras, de uma forma individualizada, onde Deus é uma força que difere de todos (dualismo), como um “ser” que habita toda natureza, ou como um Todo que é infinito, atemporal, sem formas (monismo).
Porém na realidade humana não há como definir absolutamente o que seria Deus, Brahman, Tao o Todo. Como podemos sobrepor uma aparência de mundo a uma realidade que não é visível aos nossos sentidos?
É possível tornar-se iluminado ou santo cultuando e acreditando em uma Realidade como Iswara (Deus Personificado), porém não vivenciará Brahman como um Todo onde o Eu faz parte de um só.
A verdade mostra-se a partir do auto-conhecimento, conhecimento. Em um processo de adoração, a mente vai se purificando, a idéia do ego se dissipa, a sobreposição cessa, Iswara e a aparência do mundo se desvanecem na chama da consciência transcendental, quando o que vê e o que é visto deixam de existir, nada mais existe, Tudo é Brahman...

Brahman: O supremo e agnoscível princípio do universo, de cuja essência tudo emana e à qual tudo volta. A divindade Universal
*Maya: Do sânscrito: Ilusão. Ilusão sensorial que envolve o espírito e o captura pelos sentidos, dando falsa impressão de que vivemos uma realidade “palpável”.

Harley.

Extraído do livro: A jóia Suprema do Discernimento, autor: Viveka Chuda Mani Shankara

Consciência, Poder do Agora e Ho'oponopono

Por que continuar só assistindo à vida em vez de vivê-la?

Observando como tenho estado diferente diante de muitas coisas... como estou me abrindo para muitas novas possibilidades e principalmente... me sentindo feliz onde antes poderia me sentir triste, vi que muitas vezes estava só assistindo a vida acontecer e reagindo ao que ela me trazia... sem viver.
Quando estamos sob o jugo das memórias equivocadas, somos assim como os espectadores assistindo a um filme... que já está pronto, e no qual não podemos fazer nada para mudar o script... só nos cabe "reagir" com lágrimas ou com risos de acordo com o que nos aparece na tela do cinema.
Só que as nossas memórias, quase nunca passam filmes com final feliz... parece que elas preferem os dramas e podemos correr o risco de nos acostumar ao papel de vítimas.Acostumamos a vários papéis... e pouco sabemos do que é "não representar".Gostar e não gostar quase sempre tem antecedentes... experiências que nos fazem acreditar que determinadas coisas e pessoas são boas ou não são boas. Seria assim como se tivéssemos duas caixinhas... ou melhor, três caixinhas e assim que entramos em contato com alguém ou alguma situação, já reagimos e colocamos em uma das caixinhas. A do gostar... não gostar e neutra ou indiferente. Sem nem nos darmos a oportunidade de receber aquela pessoa ou situação no presente, onde poderíamos perceber que, tudo que nos chega tem possibilidades infinitas de descobertas...
E quem determina essa escolha nunca somos nós... são as nossas experiências passadas.. que estão guardadas em memórias carregadas de emoção.Determinam que coisas e que pessoas vão estar em qual caixinha... e como vamos fazer de tudo para evitar umas e para trazer outras para perto.
Mas será que nos só viemos aqui para selecionar coisas e pessoas que queremos e que não queremos na nossa vida?
Nesse caminho de limpar as memórias, não há preconceito ou regra que se sustente por muito tempo.
Hoje entendo que tudo que entra na nossa realidade pode trazer uma chave preciosa para a nossa cura.
Como diz o Dr Len no livro Limite Zero:
"Qualquer coisa que surja na sua vida, independentemente de como apareceu, está disponível para a cura simplesmente porque está agora no seu radar".
A cura se dá pela purificação das memórias que passam constantemente, como um filme que assistimos dia após dia pela nossa realidade.
Se não podemos escolher o script desse filme, uma vez que já foi escrito no passado... podemos escolher se queremos ou não continuar assistindo a esse filme.
Podemos escolher fazer a limpeza das memórias que nos prendem às coisas já vividas.
Ao escolhermos pela purificação das memórias equivocadas que ditam nossa realidade, estaremos trocando o "reagir" pelo maravilhoso Portal do Presente... que nos abre para infinitas possibilidades... quando somos guiados pela Inspiração Divina que não requer preocupação e nem planejamentos...

Harley.

O mundo é uma ilusão (maya)1

"O mundo existe somente como um sonho em minha consciência"

Excertos de "Eu sou aquilo". Livro de Nisargadatta Maharaj.


Porque você fala de ação? Você alguma vez está em ação? Algum poder desconhecido atua e você imagina que você está agindo. Você está meramente assistindo o que acontece, sem ser capaz de influenciá-lo de nenhuma forma. (238)
Pare de imaginar a si mesmo como sendo ou fazendo isso ou aquilo, e a realização de que você é a fonte e o coração de tudo se derramará sobre ti. (3)
O homem sábio não toma nada como sendo seu próprio. Quando em algum tempo ou lugar algum milagre é atribuído a alguém, ele não estabelecerá qualquer link causal entre eventos e pessoas, nem permitirá que qualquer conclusão seja tirada. Tudo acontece como acontece porque tinha de acontecer; tudo acontece como acontece porque o universo é como ele é. (270)
Você se imagina sendo e fazendo tudo idêntico. Não é assim. A mente e o corpo movem-se e mudam e causam movimentos e mudanças em outras mentes e outros corpos, e isso é chamado de fazer, de ação. Eu vejo que é da natureza da ação criar outra ação, como fogo que continua queimando. Eu não ajo nem sou causa de outros agirem; eu estou constantemente alerta do que acontece.(398)
Nada é feito por mim, tudo acontece simplesmente. Eu não espero, eu não planejo, eu simplesmente assisto os eventos acontecendo, sabendo-os irreais.(191)
O que é feito é um fato, o fazedor é um mero conceito. Sua própria linguagem mostra que enquanto o feito é certo, o fazedor é dúbio; alternar responsabilidade é um jogo peculiarmente humano. Considerando a infindável lista de fatores requeridos para que algo aconteça, só se pode admitir que tudo é responsável por tudo, não importa quão remoto. O fazer é um mito nascido da ilusão do “eu” e do “meu”.
Eu não sinto que eu esteja falando. Há fala acontecendo, isso é tudo. Você realmente fala? Você ouve a si mesmo falando e você diz: eu falo. Eu não tenho qualquer objeção às convenções de sua linguagem, mas elas distorcem e destroem a
realidade. Um modo mais acurado de dizer seria: “Há fala, trabalho, ir e vir”. Para que qualquer coisa aconteça o universo inteiro deve coincidir. É um erro acreditar que qualquer coisa em particular possa causar um evento. Toda causa é universal.