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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quando me amei de verdade...


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.

De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez.

Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.

Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... Saber viver!!!


Abraços,


Harley.

As leis do Amor


O amor tem suas próprias leis e se não estivermos dispostos a segui-las dificilmente conseguiremos alcançar a tão sonhada felicidade. Uma das principais leis do amor diz respeito ao fato de que ele deve ser dado sem esperar nada em troca. Quantas pessoas são capazes de continuar a amar alguém sem que sejam correspondidas? É claro que o ideal do amor é a reciprocidade, mas nem sempre o outro pode nos dar aquilo que esperamos dele. O ego faz com que sentimentos como a raiva, o ressentimento e o desejo de vingança substituam o amor quando este é contrariado ou deixa de existir por parte do ser amado. Mas se estivermos dispostos a mudar esta regra e guiar-nos por uma dimensão mais elevada do nosso ser, mesmo que nosso desejo pelo outro seja contrariado, podemos cultivar uma dimensão superior do amor, que consiste em querer o melhor para aquela pessoa, ainda que não seja ao nosso lado. Este é um grande desafio para aqueles que desejam sair-se vencedores na luta contra a negatividade e o egoísmo. Outra lei básica do amor é a liberdade. Se você ama alguém, deixe-o livre, não queira controlá-lo ou determinar o que ele pode ou não fazer. Este é o caminho mais rápido para afastar a quem você ama. Quem não consegue amar sem o desejo de controlar o outro, está infringindo outra lei do amor que é a confiança. Sem ela, o amor jamais poderá subsistir, e se tornará cada dia mais frágil. Outra importante lei do amor é a lealdade. Se eu amo alguém é imprescindível que eu seja leal a esta pessoa, não a desrespeite e não aja de modo a trair o pacto de sinceridade que está implícito em qualquer relacionamento de amor que se estabelece entre duas pessoas. Para que possamos vivenciar estas leis em toda a sua plenitude, é necessário que as tenhamos plenamente integradas em nosso próprio interior. Caso contrário, seremos presas fáceis de relacionamentos onde a maioria destas leis ou a totalidade delas é desrespeitada por nós ou por nossos parceiros, e os sentimentos de medo e insegurança farão com que permaneçamos nestes relacionamentos, negando-nos qualquer chance de experimentar a real, profunda e verdadeira dimensão do amor. ... Você ama uma pessoa e a pessoa ama você. Um dia, você o vê sendo atraído por uma outra mulher... Aí a comparação começa. Então ele está deixando você? Então ele encontrou alguém que é melhor que você? Então ele encontrou alguém que é mais bela que você? Você pode não perceber muito claramente, mas é exatamente isso que cria o ciúme: essa idéia que alguém pode ser melhor, que alguém pode ser mais bela, que alguém pode atrair o seu parceiro mais do que você mesma. Isso cria uma sensação interna de inferioridade e você começa a sentir ciúme. Você criará todos os tipos de obstáculos possíveis para destruir essa possibilidade. Não ter qualquer ciúme só é possível quando você vier a aceitar a si mesma tão completamente que não exista mais qualquer comparação, quando você não se comparar com mais ninguém. Mesmo se o seu namorado se aproximar de alguma outra pessoa, isso não criará qualquer comparação. É apenas o simples fato de que ele se tornou atraído por aquela mulher. Isso não lhe traz nenhum conflito com a outra mulher, isso não diz respeito a você. Isso diz respeito ao homem, nada a respeito de você, isso não se refere a você, absolutamente. Mas isso só é possível quando você se tornar tão integrada que você pode viver sem um namorado, você pode viver sem estar sendo amada e ainda assim se sentir tão feliz quanto se sente sendo amada; quando o amor não for mais uma necessidade, mas simplesmente uma alegria. Se você está sendo amada, tudo bem. Se você não está sendo amada, tudo está perfeitamente bem. Você não está atrás disso. Não há qualquer ego carente e você não faz disso uma viagem de ego. Quando o amor não é uma busca, não é uma necessidade, mas um compartilhar, ele tem uma tremenda beleza. Aí, ninguém estará preocupado se ele vai ou não durar para sempre. Se ele acontecer apenas por este momento já será ótimo, a pessoa compartilha. Se amanhã você encontrar de novo com esse homem e ele estiver pronto para se encontrar com você, você compartilha novamente, caso contrário, dê um tchau. Agradeça a ele porque houve um momento em que você compartilhou e foi um momento feliz e você não quer fazer disso uma coisa permanente. A idéia de fazer alguma coisa permanente surge apenas porque você está movida pela necessidade. Você está com medo, esse homem deu felicidade a você e amanhã, se ele disser não, você ficará de novo infeliz. Assim, você procura dar um jeito para que amanhã ele não possa escapar. Tranque a porta! Mas uma vez que a porta esteja trancada, aquela energia não estará mais presente, nem mesmo neste exato momento, porque o amor acontece apenas em liberdade. Um dia, através do aprendizado, experimentando muitos relacionamentos, a pessoa se torna madura. Então o ciúme desaparece. Então você estará simplesmente feliz se esse homem vier e compartilhar a sua energia com você, ou se ele quiser compartilhar com alguma outra pessoa, você estará feliz. Essa é a liberdade dele, você nada tem a ver com isso. Somente nós somos os mestres de nós mesmos e ninguém mais deve pretender ser o mestre de outras pessoas. Quando a liberdade é deixada intacta, o amor cresce infinitamente. Osho - Far Beyond the Stars - a Darshan Diary

O Amor explicado pela Física Quântica


O amor é explicado pela física. Descobri isso. Vi um filme sobre física quântica, a qual não entendia bulhufas, e descobri. O amor é pura física. Segundo a teoria quântica, estamos todos entrelaçados (os átomos), num emaranhado de conexões, infinitas. Então resolvi teorizar também. Se eu estou entrelaçado com alguém e vibro numa mesma energia que esse alguém, é possível que possamos nos comunicar, mesmo à distância. O que eu fizer ou pensar movimentará átomos e partículas infinitamente pequenas e será reproduzido a outra pessoa da mesma maneira. Afinidades? Acredito que sim. Das afinidades surgem as atrações. Que na verdade já existiam, visto estarmos entrelaçados, portanto atraídos energeticamente. Complicado? Pois é. Quem disse que o amor é fácil. Da atração, vinda da afinidade, vinda do entrelaçamento, surge a união das energias atômicas (nós), mesmos distantes. Será possível uma união à distância? Segundo a física, sim. Então do entrelaçamento, surge a afinidade, que traduz em atração, que já havia antes, por causa do entrelaçamento, resultando na união, mesmo a distância, dos átomos entrelaçados, nesse caso nós. Veja leitor que estou quase chegando lá. Na teoria quântica do amor. Da união - mesmo à distância é possível a união – nasce o sentimento, que na verdade nada mais é que a concordância de idéias e de pensamentos. A admiração pelos átomos do outro. Pela energia alheia. Que na verdade já existia. Só não era consciente. Visto que estamos todos emaranhados numa teia cósmica energética, que resulta em afinidades, que resulta em atração, que resulta em união, mesmo à distância, que faz nascerem sentimentos, que nada mais são que vibrações energéticas em uma mesma frequência, pois passamos a admirar o outro, suas idéias e pensamentos, que são energia entrelaçada com a nossa. Entendeu? Mas e será que o amor termina? Pela lei de Newton, impossível. Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Sendo o amor energia entrelaçada entre meus átomos e os do outro, o amor terminará porque haverá um rearranjamento de partículas, que podem romper o enlace. Como? No momento que paramos de admirar o outro, nossa energia muda. Não vibra mais como antes. Então se direcionará a outras conexões (explicação científica da traição), procurará outros átomos para compartilhar a união (mesmo à distância). Sendo o enlace desfeito, a energia não vibra mais em mão dupla, muitas vezes é mão única. Energia desperdiçada. Fim da relação (cientificamente, eis a explicação da separação). E o amor dura para sempre? Eu acredito que sim. Quando as energias se encontram e conseguem se estabilizar, durarão eternamente. Não há choque de partículas (que define a discussão da relação). Os átomos dele e dela estão estáveis. Há uma corrente energética de ida e vinda o que se traduz em continuidade (eis a fidelidade). Viu como é fácil teorizar o amor? Entendeu? Não? Não precisa. A não ser que você seja físico. Apenas viva. A natureza se encarrega dos átomos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Hopo......o que?


Essa é sempre a primeira reação quando se fala do Ho’oponopono, e aí fica pior quando perguntam: “Como funciona?” Até hoje não consigo responder a essa pergunta, simplesmente não dá pra explicar como o Ho’oponopono funciona. É a técnica (prática, processo, ou como vocês preferirem chamar) mais simples que eu conheço até hoje pra você alcançar uma vida de paz, harmonia e realização. Ela não é instantânea, mas é tão fácil que qualquer um pode praticá-la.

Essa técnica é originária dos antigos povos do Hawai, por isso esse nome estranho, e ao contrário do que se possa pensar não é necessário nenhum ritual ou sessão pra usar essa prática. Eu a uso desde fevereiro de 2008, o máximo de tempo que posso durante o dia e a noite, e estou cada vez mais feliz com os resultados.

Mas enfim, como é essa técnica?

Ela consiste em simplesmente repetir 4 frases: “Sinto muito. Me perdoe. Porque eu Te amo. E sou grato por isso.” Apenas isso, nada mais. Apenas repita essas frases durante todo o tempo que você puder. Não importa a ordem, não importa se são as 4 frases, 3, 2 ou apenas 1, apenas repita.

Repetir essas frases?! Mas e aí?! Como isso vai melhorar a minha vida?

Pois é, grande questão. O Ho’oponopono não pode ser entendido de um ponto de vista lógico, nossa razão não é o bastante para entender esse processo. Esse é um processo interno, de você, para você e com você. Você não repete essas frases para alguém, é só para si mesmo. É uma relação direta entre você e a “Divindade” (aqui entenda como desejar: Deus, a Fonte, Cristo, o Universo, Tudo o que É, o Poder Maior, entenda da forma que você acredita). Através da repetição das frases a Divindade irá curando em você o que precisa ser curado, e os benefícios são enormes. Eu sei que é difícil entender, já faz mais de um ano que leio a respeito e ainda não consigo entender, muito menos explicar… rs… mas uso, e sei que funciona.

Agora falando um pouco dos resultados que obtive com o Ho’oponopono.

A primeira coisa que percebi em poucas horas é que ao ficar repetindo essas frases você deixa de ficar remoendo idéias na sua cabeça, você para com aqueles diálogos intermináveis que só te deixam infeliz, aborrecido, magoado, deprimido, etc. e esses tipos de pensamentos roubam uma energia enorme nossa, então o resultado aqui foi que eu comecei a me sentir melhor comigo mesmao, não ficar tão aborrecido ou chateado “por nada” (na verdade por causa de todos aqueles pensamentos que ficavam rodando na minha cabeça) e até minha energia aumentou, já que não me desgastava mais naqueles embates mentais.

Em poucos dias aconteceram algumas mudanças na minha vida. A princípio me perguntei:“Mas por que isso está acontecendo comigo?”, mas procurei não me afligir, tentei ficar em paz e confiar, e em poucos dias comecei a perceber que esse “chacoalhão” na verdade tinha acontecido pra colocar as coisas em seus devidos lugares pra então poderem melhorar. E só tem melhorado.

Sempre me surpreendo com o Ho’oponopono. Já teve muitas situações onde eu tinha quase certeza que ía dar m…, mas de repente tudo se resolveu da forma mais tranquila possível. É tão bom poder perceber isso que não dá nem pra descrever.

Desde que comecei a usar o Ho’oponopono minha vida tem sido muito mais tranquila do que eu poderia, um dia, imaginar. É claro que problemas sempre aparecem, e sempre vão aparecer, mas a minha forma de lidar com eles mudou, minhas reações mudaram e mesmo os problemas, já não são os mesmos, são muito mais fáceis de resolver ;-)


Sinto Muito,

Me perdoe, por favor,

Porque Te amo,

e sou grato por isso.

Texto de Deise Vargas através : www.menteilimitada.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Relacionamentos Cármicos


Todos os relacionamentos proporcionam oportunidades para o desenvolvimento pessoal. Eles oferecem os obstáculos e as recompensas, os altos e os baixos, a experiência da participação pessoal que nos mostra como nos conflitamos com nossa filosofia de vida quando temos de viver aquilo que pregamos.
Quando há carma envolvido, tendemos a sentir uma falta de controle sobre o modo de reagir a esses eventos. Uma pessoa pode ver-se atuando em desacordo com a própria índole quando está pondo em ação e corrigindo certas qualidades de uma vida pregressa relacionadas com uma personalidade com a qual já não está conscientemente familiarizada. Carmicamente, essas qualidades devem ser desenvolvidas para que o indivíduo aprimore o seu contato com a vida presente.

O relacionamento cármico assume o tom de cada indivíduo, ao passo que desfaz as ilusões do outro. Mediante esse processo, alcança-se uma nova consciência, e um senso de leveza e liberdade pode ser experimentado à medida que o ônus do peso cármico é aliviado. É interessante que, em geral, o modelo cármico só é compreendido com clareza, depois que se aprendeu uma lição!

Um indivíduo pode lutar com dificuldades num relacionamento durante meses ou anos sem sequer compreender a natureza dessa luta. Só quando a dificuldade subjacente vem à superfície e é resolvida é que o ônus cármico efetivamente se dissolve. A recompensa para esse trabalho duro é a compreensão, e ela vem depois que entendemos o elo que interliga o resíduo da vida passada e o agora.

O carma tende a exprimir-se através de uma enfiada de experiências semelhantes que se manifestam num período de anos.
Quando estabelecemos um relacionamento, geralmente é porque inconscientemente vemos algo no outro indivíduo que pode nos ajudar a resolver um problema cármico. Em outras palavras, atraímos quem necessitamos, numa época da vida em que estamos prontos para compreender. Assim, o antigo adágio "quando o aluno está pronto, o mestre aparece" é realmente o tom característico da razão e do modo como ocorrem os relacionamentos cármicos.

Todos os relacionamentos contêm um potencial para o desenvolvimento espiritual. Esteja ou não o carma envolvido, há oportunidade para cada pessoa experimentar um relacionamento espiritual. A corrente de cada vida pode dar muitas voltas, mas está sempre fluindo. Em alguns pontos, a água é mais profunda; em outros ela é rasa. Por vezes, a água é escura; outras vezes, sua claridade é como as profundezas da própria alma pura. A água não pensa no que possa ganhar ou perder enquanto nutre o solo; ela simplesmente está lá.

Se pudermos aprender a nutrir os outros em vez de apenas apegar-nos a nós mesmos, poderemos navegar sobre o carma em vez de naufragar sobre ele. Sempre que o rio da vida muda de direção, também o barco do carma o fará; nunca lutando contra a correnteza, mas fluindo com ela rumo a seu destino eterno.

Encontrar o parceiro certo


Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa; pode encontrar o parceiro certo. Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes.
E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem. Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas. Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade. Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso. Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio. Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.
Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira.
Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil. Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida. Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura. Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.
A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade. E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não. "É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"? Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa?

Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo. Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado. Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer. Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural.
Pedras atraem pedras; flores atraem flores.
(Osho)

sábado, 10 de julho de 2010

Amor, Medo e Entrega

Mais um trecho do Livro " O Caminho para o Amor" do meu ídolo, rs, Deepak Chopra:

"Sei o que você está pensando", declarou Delaney. "Acha que sou exigente demais, não é? Mas eu não acho que esteja pedindo demais. Não é que ela precise ser linda de morrer ou uma Ph.D."

"Você simplesmente precisa ter padrões", sugeri.

"Certo. Eu penso nisso como se fosse um pacote. Se o pacote como um todo está certo, os detalhes não são tão importantes assim."

"Isso se ela, seja quem for, gostar do seu pacote", observei. Delaney concordou. Ele era incrivelmente imune à ironia, e eu sabia que não era justo usá-la contra ele. Ele realmente queria se apaixonar - era a sua maior meta na vida - e já que Delaney tivera sucesso em todas suas demais metas, era frustrante ver como esta era difícil.

Certa vez, eu e ele fizemos residência juntos em Boston, onde ele fora criado numa família da classe trabalhadora, e mais tarde trabalhamos à noite na mesma unidade de emergência do subúrbio para conseguirmos pagar as contas.

Havia 15 anos que ele estabelecera sua prática cardiológica, e só agora, com quarenta e poucos anos, é que Delaney sentia-se seguro para procurar uma companheira. Era difícil para ele esconder como estava confuso sobre o que se passava em sua mente.

"Graças a Deus não sou um desses caras que está trocando a esposa de 30 anos por uma namorada de vinte e poucos anos", disse ele. "Para mim este é um novo começo. Estou otimista, sou paciente, mas acho..."

"O quê?"

Delaney desviou o olhar, com uma leve nuvem de dúvida no rosto. "Não sei. Talvez eu seja velho demais", murmurou.

"Ou exigente demais", respondi. "Uma garota de vinte e poucos anos não faz parte do pacote que está procurando? Seja honesto."

Ele deu de ombros com um ar inocente.
Um sujeito pode ter esperanças."

Senti uma súbita intranqüilidade em relação a Delaney e seu mais recente projeto, seguida imediatamente por uma onda de tristeza. O fato de nossa cultura nos ensinar tão pouco sobre o amor estava me olhando de frente.
Nós tínhamos conversado sobre a "vida amorosa" de um homem por uma hora e no entanto ainda não tínhamos tocado em nada remotamente parecido com o amor.

"Você já se apaixonou antes?", perguntei. "De verdade?"

Delaney pareceu surpreso, aparentemente sem pensar que nossa conversa tomaria um caráter tão pessoal; ele hesitou.

"Bem, não estou chegando do nada nessa coisa", declarou. "Já tive momentos realmente adoráveis, e muitas mulheres querem sair comigo."

"Escute, não precisamos ir a nenhum lugar que você não queira", falei calmamente. "Mas acho que está sentindo-se um pouco perdido." Ele enrijeceu-se, e pude ver que estava recuando internamente. Continuei: "Isso não foi uma acusação. É natural sentir-se perdido. Especialmente se você não está procurando nos lugares certos."

"Detesto os lugares onde vou", ele retrucou com raiva.

"Os bares? Todo mundo detesta esses lugares", retorqui. "Mas não foi isso que quis dizer. Você não está olhando dentro de si - o lugar onde ela está, seja ela quem for."

Delaney olhou para mim como se eu estivesse me divertindo com paradoxos, mas insisti. "Você realizou muitas coisas em sua vida e basicamente usou a mesma abordagem o tempo todo. Você vê um desafio, reúne seus recursos e com auto-confiança você consegue
o que quer. Está certo, não é?" Ele concordou. "Conseguir qualquer coisa importante envolve risco", afirmei, "e portanto medo. Mas se deixar o medo dominá-lo, você nunca vai se arriscar,
e portanto não será capaz de realizar nada."

"Você está dizendo que eu tenho medo de me apaixonar?" ele perguntou. "Então por que estou querendo me apaixonar?

"Oh, não estou dizendo isso", repliquei. "Mas o amor e o medo muitas vezes se tocam, e pessoas como você, que realizaram coisas muito difíceis - conseguir pagar sua faculdade de medicina, abrir seu próprio consultório, conseguir dinheiro para expansão e novos empreendimentos - aprendem a tirar o medo do quadro. E não é só o medo - a dúvida, a confusão , o desespero, a desesperança - a maioria das fragilidades humanas, em suma. Manter suas fragilidades fora de seu campo de visão torna-se extremamente importante se você quer realizar qualquer coisa no mundo, mas isso é exatamente o contrário daquilo que o amor exige."

Delaney fez uma careta. Pude ver que ele não gostava da palavra exige. "Eu tenho fraquezas, como todo mundo", respondeu. "O que quer que eu faça - ir por aí mostrando como sou vulnerável, até que alguma mulher tenha pena de mim?"

"Você está exagerando porque realmente detesta a idéia", repliquei. "Não, você não precisa atrair a piedade. O que estou tentando dizer é que a vida "normal" exige que todos pareçam o mais fortes possível, e que essa tática, que pode funcionar em outras áreas, fracassa miseravelmente na questão do amor."

Como a maioria das pessoas, Delaney nunca havia pensado em como seu mundo interior fora construído, mas todos nós criamos divisões psicológicas como meio de sobrevivência.

Nós criamos muros para compartimentos internos e então enterramos neles todas as coisas indesejáveis sobre nós mesmos - nossos medos, fraquezas e fracassos secretos, nosso profundo senso de dúvida, nossa crença de que podemos ser feios ou indignos de amor.
Todo mundo possui esses quartos escuros da alma.

"Você pensa que merece ser amado?", perguntei a Delaney.

"Meu Deus, que pergunta!", ele deixou escapar. "Não é nada em que eu fique pensando. Eu simplesmente quero me casar, sabe, como tudo mundo."

"Essa pergunta chocaria muitas pessoas, falei, "mas por quê? É embaraçoso achar que não se é digno de amor? O desconforto surge porque o amor pode parecer pessoal demais, até mesmo para nós mesmos; ele toca nos compartimentos onde nossa auto-imagem negativa é armazenada. Infelizmente, apaixonar-se significa entrar aí - é isso que o amor exige."

O verdadeiro amor é mais perigoso do que a maioria das pessoas está disposta a admitir. Ele causa o mesmo desconforto que os sonhos onde você descobre que está nu num lugar público. Se ficar apaixonado significasse entrar em todas as câmaras escuras da alma, nenhum de nós se arriscaria. Por outro lado, amar outra pessoa, envolve abrir todo o seu ser. O que torna o risco possível é o ingrediente do espírito.

O espírito é o verdadeiro você, além de todas as divisões entre bom e mau, desejável e indesejável, digno de amor e indigno. O amor expõe essa realidade, e é por isso que apaixonar-se é um estado abençoado. Para muitas pessoas este será o único estado que conhecerão na vida.

Os tons espirituais do amor romântico são inconfundíveis. Primeiro existe uma tremenda abertura emocional, uma liberação. Todo o seu ser flui na direção do amado, como se os dois compartilhassem os mesmos sentimentos, os mesmos gostos e aversões, quase a mesma respiração.

O efeito secundário desse deleite é uma liberação de preocupações e ansiedades;
a nuvem do enamoramento engole as preocupações com trivialidades como dinheiro, carreira e o destino da humanidade. Mesmo que você não tenha nenhuma fundamentação espiritual, teria provado a doçura da alma ao se apaixonar. Como escreveu o grande poeta persa Rumi:

"Quando o amor provou pela primeira vez os lábios de um ser humano, Ele começou a cantar."


Harley.


Extraído do livro " O Caminho para o Amor", autor: Deepak Chopra

Na ausência do Amor

Para mim os livros de Deepak Chopra são fantásticos. Anos já que tive o primeiro contato com uma de suas obras e o que aconteceu em seguida foi o contato com tudo o que lá dentro de mim já sabia e só faltava agora aqui fora "relembrar".

A ausência do amor é tão devastadora quanto benéfica é sua presença. Teremos de deduzir, infelizmente, que a maioria das pessoas não está vivendo uma história de amor nesse
momento. Mesmo aquelas que dizem que estão amando mais profundamente podem estar se enganando, pelo menos parcialmente.

A palavra amor se aplica a tantas situações - desde a afeição íntima até o abuso, da dependência ao controle, da luxúria ao êxtase - que perguntar se alguém se sente amado não é confiável.

Porém, a falta de amor é menos fugidia, de modo que podemos descrever de maneira mais confiável como é esse estado.
As seguintes características são comuns em pessoas que não estão vivendo suas histórias de amor.

Elas sentem-se entorpecidas e traumatizadas

Uma vez que tenha chegado à plenitude, um amor baseado no espírito não tem medo de ser ferido. As forma imperfeitas de amor são muito mais vulneráveis. Quase todo mundo já pediu amor e recebeu rejeição no lugar dele.

Levamos nossas frágeis auto-imagens para situações em que elas foram surradas, em que a esperança morreu e nossa pior imaginação tornou-se verdade.

O efeito da rejeição, fracasso, humilhação e outros traumas é entorpecer os sentimentos da pessoa. O amor requer sensibilidade; precisa de abertura. O que quer que lhe tenha entorpecido faz com que seja muito mais difícil você sentir o amor. Portanto, as pessoas que estão entorpecidas no nível emocional não podem viver suas histórias de amor.

Elas sentem-se valorizadas pelo que fazem, e não por quem são

Valorizar a si mesmo é amar a si mesmo. É realmente daqui que vem seu amor pelos outros. O valor é como dinheiro que você pode tirar de uma conta de banco — se você se valoriza bastante, realmente tem algo para dar aos outros. Se você não se valoriza, não tem nada para usar.

Então, o que há para valorizar? Se você olha para si mesmo e pergunta “o que outra pessoa amaria em mim?" a única resposta duradoura é "a mim mesmo". As únicas pessoas que podem dar essa resposta colocam o valor no que elas são, e não no que elas fazem.

A lista de realizações de todos é finita. Nossas boas ações terminam em algum lugar. As coisas que nossa sociedade aprova costumam ser ultrapassadas em nossas próprias mentes
por máculas melhor mantidas fora da visão dos outros.

Se valorizamos a nós mesmos pelo que fazemos por realizações, boas ações, aceitação social — a finalidade de nosso amor fica limitada. As pessoas que se valorizam quase inteiramente pelo que fazem não terão histórias de amor próprias.

Elas vivem com crenças distorcidas

O amor que você tem em sua vida só pode ser tão valioso quanto você o percebe ser, e a chave da percepção é a crença.
Não existem encontros neutros.

Nós sempre vemos os outros à luz de nossas crenças; nós sempre nos sentimos vistos à luz das crenças deles. Conheço pessoas que entram numa sala cheia de estranhos e acreditam que uma onda de hostilidade os saúda.

Outras entram numa sala e imediatamente sentem-se bem-vindas. A diferença é inteiramente devido à percepção, já que esse julgamento vem antes de qualquer evidência externa.

Eu diria que as primeiras pessoas acreditam que não são queridas nesse mundo, enquanto o outro grupo acha o contrário.

Qualquer crença que ataca nossa habilidade de valorizarmos a nós mesmos é uma distorção. Na essência, a individualidade é da mais alta importância; merece amor sem exceção. As pessoas que não podem viver suas próprias histórias de amor guardam crenças distorcidas que disfarçam a realidade de seu infinito valor.

Elas fracassaram no amor e estão cansadas demais para tentar novamente.

Quando você está diante de um empreendimento fracassado, é natural que desista eventualmente. Quando éramos mais jovens todos nós poderíamos buscar o amor com uma certa quantidade de esperança e otimismo, apoiados pela energia - e é necessário energia para levar qualquer paixão adiante.

Para algumas pessoas, a energia se esgotou. Elas dizem que não têm tempo para o amor; acham que não precisam dele em suas vidas.
O que estão realmente experimentando é uma falta de energia, a perda do entusiasmo que ocorre depois do fracasso repetido.

Mas a energia é um recurso auto-renovador. Como a água de uma fonte, seu fluxo não é diminuído, por mais que se tente. As pessoas que não podem viver suas próprias histórias
de amor não encontraram ainda uma maneira de renovar sua energia, de utilizar a fonte de sua paixão.

Esses fatores não se aplicam a todas as pessoas de uma só vez. Alguns deles se aplicam em algum grau a todos nós.

Mas certamente podemos perceber a!gumas causas subjacentes em ação - ignorância do caminho do amor, o modo como entramos nele, como o seguimos, até mesmo o que ele é.

Nossa visão de mundo materialista reduziu o amor a um fluxo desordenado de hormônios associado com fantasias psicológicas.

A verdade espiritual é muito diferente. Uma vez que os muros tenham caído, descobrimos que nosso problema real é que há amor demais à nossa volta, e não amor de menos.

O amor é eterno e ilimitado; somos nós que tiramos pequenos goles de seu infinito oceano. Rumi afirma esse mistério tão natural, mas tão secreto, com total simplicidade:

Olho para seu ser mais íntimo e vejo o Universo ainda incriado.

O mistério do amor não mudou com a passagem dos séculos, apenas não estamos correspondendo a ele. Sempre que o coração de uma pessoa seca, pode parecer que o amor
secou.

Na verdade, esta pessoa construiu uma barreira para trancar uma força que está sempre na maré cheia. Existir dentro do poder do amor pleno e ilimitado é assustador, a menos que se tenha seguido o caminho até o amor na completa devoção até o fim.


Harley.


Texto extraído do livro " O Caminho para o Amor", autor: Deepak Chopra

O Poder da entrega

Espiritualmente, nenhuma ação é mais importante do que a entrega. A entrega é o impulso mais terno do coração, agindo a partir do amor para dar o que quer que o amado deseje. A entrega é estar alerta para o que está acontecendo exatamente agora, sem impor expectativas do passado. A entrega é a fé no poder do amor de realizar qualquer coisa, até mesmo quando não se pode prever o resultado de uma situação.

Mas entregar-se ao ego de outra pessoa, mesmo que seja o ego de seu amor, não é um ato espiritual. Existe um significado mais profundo e místico para a entrega. No nível do ego, duas pessoas não podem deixar de querer a mesma coisa o tempo todo. O seu ego quer coisas materiais, conclusões previsíveis, continuidade, segurança e prerrogativa de estar certo quando os outros estão errados. Por definição, buscar essas metas leva a outra pessoa a se fechar, a menos que ela siga os "meus" planos ou que percebe que "eu" sou a pessoa importante aqui.

O seu espírito não está envolvido nessas preocupações. Ele quer ser, amor, liberdade e oportunidades criativas. Esse é um nível inteiramente novo de desejo, e quando você o alcança, pode partilhar a si mesmo com outra pessoa sem conflito. Essa partilha é o núcleo da entrega.

A maioria das pessoas é criada para buscar metas do ego, muitas vezes sem perguntas. A escolha de permanecer nesse nível está sempre aberta. Mas você também tem a escolha de seguir adiante até o plano do espírito, com suas metas bastante diferentes. O hiato entre o ego e o espírito é inevitável. Parece impossível fechar esse abismo, já que o espírito e o ego são opostos totais. Reuni-los é alcançado através da entrega, portanto, é a próxima fase da jornada do amor, que você adentra assim que escolhe estar num relacionamento.

A maioria das pessoas se encontra não no romance mas num relacionamento de longo termo, geralmente o casamento. Esta fase ocupa muito mais de nossa vida do que a paixão poderia fazer. Se apaixonar é uma breve abertura para o espírito, relacionamentos longos são o grande platô que vem em seguida - designaremos esse platô simplesmente por compromisso.

O compromisso é extremamente difícil para muitas pessoas e incontáveis motivos psicológicos foram dados para isso. Mas a dificuldade espiritual do compromisso é que joga o indivíduo diretamente no abismo entre o ego e o espírito. Cada pessoa leva para um casamento uma reunião complexa de necessidades do ego; o marido pode ser amoroso e gentil, mas seu ego exige que a vida se desdobre de acordo com certas expectativas e o mesmo pode ser verdade para a esposa. Um relacionamento baseado na necessidade não é amor. Ou os dois egos precisam viver numa trégua intranqüila ou devem encontrar outra maneira - a entrega.

Durante a fase anterior do romance, havia uma sensação de ter sido escolhido, como se uma força irresistível houvesse invadido seu coração, mas no relacionamento o caminho para o amor não é automático. É preciso escolher, dia a dia, permencer nele. Em vez de ver a entrega em termos de outra pessoa, devíamos chamá-la de entrega ao acaminho. Portanto, as compreensões que surgem num relacionamento dedicado são ligadas ao caminho:

Você está num caminho único criado entre você e seu (sua) amado (a).

Você descobre o caminho não pensando, sentindo ou fazendo, mas se entregando.

A entrega revela os impulsos do espírito por trás da máscara do ego.

O caminho para o amor usa o relacionamento para tirar você de seu senso limitado de "eu" e "meu" para uma identidade expandida - esse é o crescimento do eu pra o Eu.

Harley.


Extraído do Livro "O Caminho para o Amor", autor: Deepak Chopra

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Construindo Relações Simbólicas

O mundo começa na palavra que dizemos. A próxima palavra a ser proferida é sempre a nova oportunidade que recebemos de mudar a história. Palavras possuem o poder de mover as estruturas. Por meio delas vivemos o processo de "metanóia", palavra de origem grega que significa "mudança de mentalidade".
Uma mudança só é consistente se, de fato, a palavra alcançou as profundezas da mentalidade. Nenhum comportamento será modificado se a mente que o produz não estiver verdadeiramente transformada. Mudas de mentalidade é assumir um novo jeito de interpretar os fatos, as pessoas e o mundo. Por isso as palavras são ditas, são escritas. Para que tenham o poder de transformar as mentalidades.
A palavra pode ser simbólica ou diabólica. Depende do contexto e da forma como é dita. Símbolo é tudo aquilo que estabelece vínculo e que favorece alguma forma de compreensão. Diabólico é tudo aquilo o que corta o caminho e favorece a perda do rumo. O símbolo encurta as distâncias, porque estabelece pontes. Por ele torna-se possível uma travessia que nos favorece alcançar outros lugares. Já o diabólico intrinca a compreensão, torna difícil chegar ao lugar a que nos propusemos.
O simbólico e o diabólico estão presentes em todas as formas de linguagem. Eles não se limitam ao contexto das palavras ditas, ou escritas, mas perpassam também o horizonte dos gestos.
Falar de relações simbólicas é o mesmo que falar de relações que nos fazem avançar. O símbolo estabelece pontes que favorecem travessias. Passamos pelas histórias que encontramos, toacmos e somos tocados pelas pessoas que cruzam nossos caminhos. Falamos e ouvimos, sorrimos e choramos, enfim, toda nossa vida está constantemente contextualizada nas estruturas do simbólico e do diabólico.
Pensar nas estruturas simbólicas e diabólicas aque sustentam nossas relações consiste em apurar ao máximo o destino que damos a nós mesmos e aos outros. Somos o resultado final dessas conjugações. Ninguém consegue se simbólico o tempo todo, mas não creio que laguém possa ser constantemente dominado pelos impulsos que geram o diabólico. Estamos sempre cruzando o perigoso limiar que nos separa das duas perspectivas.
Relações simbólicas são capazes de nos fazer voltar para o que somos. Relações diabólicas nos distanciam de nós mesmos. É com base nessa premissa que podemos compreender que uma pessoa será mais pessoa à medida que não abrir mãos das realidades simbólicas. O diabólico desintegra, mas o simbólico congrega. Por isso, quanto maior for o número de relações simbólicas estabelecidas, maior será o precesso de conquista de si mesma que a pessoa viverá.

Harley.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O Retorno ao Amor

Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é porque temos um poder imensurável.
É a nossa luz que mais nos amedronta e não a nossa escuridão.
Nós perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, bonito, talentoso e fabuloso?
Na verdade, quem é você para não ser.
Você é uma criança de Deus.
Ser medíocre não servirá ao mundo.
Não há nada de iluminado sobre o fato de fazer medíocre a ponto de outras pessoas se sentirem inseguras perto de você.
Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nos.
E ela não está em alguns de nós, mas em TODOS nós.
E na medida em que nós deixamos nossa luz brilhar, nós, inconscientemente, damos às outras pessoas permissão para fazerem o mesmo.
E na medida em que nos libertamos de nossos próprios medos, nossa simples presença automaticamente libera os outros dos seus.

by Marianne Williams

7 Leis da Sincronicidade

Para começar a ver a Mágica da Vida.

1. Meu espírito é um campo de possibilidades infinitas que conecta tudo o mais. Esta frase resume a totalidade do que estou expondo. Se você esquecer tudo o mais, lembre-se apenas disso.

2. Meu diálogo interno reflete meu poder interno. O dialogo interno das pessoas auto-realizadas pode ser descrito assim: é imune a críticas; não tem apego aos resultados; não tem interesse em obter poder sobre os outros; não tem medo. Isso porque o ponto de referência é interno, não externo.

3. Minhas intenções têm poder infinito de organização. Se minha intenção vem do nível do silêncio, do espírito, ela traz em si os mecanismos para se concretizar.

4. Relacionamentos são a coisa mais importante na minha vida. E alimentar os relacionamentos é tudo o que importa. As relações são cármicas e quem nós amamos ou odiamos é o espelho de nós mesmos: queremos mais daquelas qualidades que vemos em quem amamos e menos daquelas que identificamos em quem odiamos.

5. Eu sei como atravessar turbulências emocionais. Para chegar ao espírito é preciso ter sobriedade. Não dá para nutrir sentimentos como hostilidade, ciúme, medo, culpa, depressão. Essas são emoções tóxicas. Importante: onde há prazer, há a semente da dor, e vice-versa. O segredo é o movimento: não ficar preso na dor, nem no prazer (que então vira vício). Não se deve reprimir ou evitar a dor, mas tomar responsabilidade sobre ela.

6. Eu abraço o feminino e o masculino em mim. Esta é a dança cósmica, acontecendo no meu próprio eu. A energia masculina: poder, conquista, decisão. A energia feminina: beleza, intuição, cuidado, afeto, sabedoria. Num nível mais profundo, a energia masculina cria, destrói, renova. A energia feminina é puro silêncio, pura intenção, pura sabedoria.

7. Estou alerta para as conspirações das improbabilidades. Tudo o que me acontece de diferente na vida é cármico. É, portanto, um sinal de que posso aprender alguma coisa com aquela experiência. Em toda adversidade há a semente da oportunidade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Apego e Desapego

Desapego... que exercício difícil para nós ainda presos ao ego humano... o apego é uma das maiores ilusões da vida terrena... apegar-se a que? A quem? Apegar-se para que? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro...
O apego é uma das fontes de maior sofrimento... quanta dor, quantas lágrimas por nada.
O apego é o mesmo que querermos segurar o vento, o ar... somente com o desapego é que podemos ter... ter o que é da alma... porque nós não temos... nós simplesmente somos... somos o que somos.
O sofrimento do apego se inicia aqui, na Terra, quando presos aos mayas* acreditamos ter posse sobre as coisas materiais; a nossa terra, a nossa terra, a nossa casa, as nossas roupas, a nossa beleza, o nosso carro, o nosso cargo, a nossa posição social, o nosso talão 5 estrelas, o nosso cartão de crédito internacional, a nossa empresa e assim por diante... Claro que a prosperidade é um direito do ser, é estarmos em sintonia com a energia da abundância cósmica, mas não podemos confundir com posse...
Alguns tem um forte sentimento de apego dentro de um Fusca 64 e outros passarão totalmente desapegados dentro de uma Mercedes 2003... nós aprendemos na Luz e na sombra... temos que perder para darmos valor ao ganhar, temos que passar pela escassez para aprendermos a buscar a abundância; e a vida é uma grande roda, que gira e gira e nós vamos vivenciando todos os desafios, todas as situações para adquirirmos sabedorias... tudo é cíclico... tudo é empréstimo temporário para o nosso aprendizado.
Quanto sofrimento é gerado à alma no momento do seu desencarne, quando, presa aos apegos terrenos... não alcança a Luz porque está olhando as sombras; não atinge um nível maior de consciência porque está presa à inconsciência dos apegos terrenos...
Devemos sim viver os prazeres da terra, com o desapego da alma... vivendo aquilo que a vida está nos proporcionando sem a prisão do medo da perda...
E o que dizermos do apego emocional? Ah... é mais e muito mais dolorido!
Criamos inúmeras vezes na nossa mente, no nosso corpo emocional, a ilusão de que o outro nos pertence, que nós temos posse sobre o outro e também vendemos a ilusão que o outro tem posse sobre nós... e neste jogo emocional vivemos anos, vidas inteiras e criamos laços carmáticos profundos... e o mais irônico, para não dizer o mais triste, é que nos atrevemos, presos a esta visão distorcida, a chamar isto de amor! Mas temos que compreender que para atingirmos o Desapego e o Amor Maior, temos que vivenciar o apego e o amor terreno. São os nossos primeiros passos para alcançarmos a sabedoria dos Mestres.
Nós confundimos apego profundo com desapego e não conseguimos realmente enxergar nossa confusão e a vida faz a parte dela, ou seja, gera o desapego para percebermos o quanto estávamos apegados.
Na minha própria experiência de vida e na minha experiência profissional já tive a abençoada oportunidade de perceber esta distorção.
Na minha mente vêm, neste momento, dois ou três casos recentes que ilustram esta situação e vou citar um deles para que, através de uma profunda reflexão, sirva-nos como um aprendizado, porque a humanidade é interligada e um influencia o outro; o aprendizado de um altera o todo.
A Maria e o João foram casados por quase 20 anos. O João se apaixonou pela Joana e foi embora em busca da sua felicidade, real ou ilusória, não importa aqui. Isto já faz dez anos... O João foi embora mas continuou iludindo a Maria. Não permitia que ela se desprendesse dele. Visitava-a constantemente, a presenteava sempre, escrevia cartas dizendo da sua ligação com ela, que não conseguia esquecê-la, mas que não tinha forças para deixar a Joana pois ela era tão frágil... tão necessitada dele... e que a Maria sim, era forte, e como ele a admirava por isso e que a Maria poderia compreender e esperar que ele resolvesse a situação... e que tentaria resolver o mais breve possível e em algumas vezes até deixava transparecer que seu desespero era tão grande que poderia até se suicidar e que a Joana era tão dependente que se ele a deixasse provavelmente ela seria capaz de fazer uma loucura e o que seria dele? E a consciência e responsabilidade dele? Nunca mais se perdoaria. A Joana era tão depressiva... até tomava vários medicamentos... e a Maria nisso tudo? Um verdadeiro exemplo de desapego... negou a própria vida, parou de lutar por suas metas, escondeu-se atrás destas migalhas ilusórias e ficou aguardando esperançosa o retorno do João; ficou adiando ser feliz por todos esses anos... Quando o João retornasse como seriam novamente felizes!
Desapego? Amor incondicional? Baixa auto-estima? Sim, pode até ser amor mas o amor incondicional é desapego e desapego é amor incondicional... é querer a felicidade e o bem estar do outro e de si mesmo. Mas para amarmos o outro temos também que nos amar e nos respeitar. Será que não é um apego tão forte, tão enraizado, que não permitimos que o outro seja feliz e num grande auto boicote, optamos em sermos infelizes para não nos desapegarmos do outro e não permitirmos que o outro se desapegue de nós.
O que aparenta desapego é um profundo apego; tão forte que preferimos renunciar à própria felicidade do que renunciarmos ao outro.
Estejamos atentos aos mayas... aos autoboicotes... às migalhas que acreditamos merecer...
Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona.
Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona.
Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego!

Praticando o desapego

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.Seinsistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Fernando Pessoa