quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Condução do Querer

Mensagem de Eduardo Marinho em seu blog e que vai ao encontro do objetivo desse blog, aqui, no que tange à busca da verdadeira liberdade do ser e do auto-conhecimento.

A Condução do Querer

Até que ponto nossos valores e desejos são realmente nossos? Até que ponto é nossa própria consciência e sensibilidade que criam nossos planos e desejos, valores e razões para a existência? Somos bombardeados com valores impostos, pelo consciente, pelo inconsciente, pelo emocional, pelo ego, pelo sexo, pela vaidade, pelo instinto de disputa (resquício do animalismo ancestral) ou pela insegurança social (planejada e implantada na sociedade pelo controle do Estado e, sobretudo, através da publicidade e da mídia, que formam, enganam e narcotizam a opinião pública para dar à barbárie um aspecto de inevitável).


Foram desenvolvidas formas de criação, controle e condução do comportamento, da opinião e dos valores. Por acaso somos imunes ao assédio de televisão, rádio, out-doors, folhetos, jornais, revistas, veículos e todos os lugares e meios usados para criar desejos e influenciar o comportamento e a mentalidade humana?


Que cada um analise seus próprios valores, objetivos e opiniões sobre a realidade, procurando os fundamentos, as fontes, as razões e as motivações dos próprios desejos e encontrará aí induções e influências, evidentes ou sutis.


A sociedade é conseqüência do que somos, individualmente, dando forma ao coletivo. Não é possível se orgulhar de uma sociedade que ostenta tanta barbárie, miséria e ignorância; ilhas de fartura e ostentação, privilégios e desperdícios para poucos, em meio a um mar de pobreza, de lutas insanas e vidas difíceis. Uma grosseria, uma vergonha, uma insensibilidade, uma desumanidade. A maioria vive entre a ansiedade, a angústia e a miséria; entre a hipnose, a ignorância e as violências cotidianas.


É preciso questionar a sociedade, sua estrutura injusta, covarde, hipócrita e suicida, mas a partir de cada um de nós, dos nossos próprios condicionamentos. É preciso se questionar a si mesmo, para perceber como reproduzimos os comportamentos sociais induzidos, individualmente, nas nossas relações pessoais. E o quanto perdemos com isso, na qualidade da existência e nas relações com o mundo.


Eduardo Marinho

Manual do Mestre

Para tornar-se um mestre é necessário o total controle das três principais faculdades que o ser humano obtém: o conhecimento, a sabedoria e o amor incondicional. Sem essas três, não existe o mestre, apenas um ser humano avançado. O conhecimento é o acúmulo de informações importantes e relevantes para seu desenvolvimento; a sabedoria é o discernimento ao lidar com o conhecimento adquirido; e o amor incondicional é a total entrega do coração à neutralidade sincera. Aquele que conseguir desenvolver e dominar essas três faculdades, se tornará um mestre.

Embora a tarefa soe simples aos mais desavisados, trata-se de algo que exige um comprometimento integral e verdadeiro, devendo vir do fundo a alma. Para sua realização existem padrões e ações que devem ser seguidos. Tais padrões não devem ser confundidos com regras, pois não são as ações em si que levam à ascensão, mas o que cada uma lhe faz interiormente. Deste modo, podemos considerá-las atalhos para os intuitos ascensionários.

Todavia, embora seja imprescindível o seguimento da maioria das atitudes a seguir, por meio delas, o futuro mestre irá descobrir novas fórmulas e técnicas que o auxiliarão em sua mestria. É necessário confiar e seguir. Sempre. O mestre precisa ter a convicção de que seu caminho é o caminho mais adequado para si mesmo.

Os 72 Atalhos para a Mestria


01. Confiar e seguir. Não abandonar o Caminho por nada no mundo;
02. Viver somente no agora, uma vez que passado e futuro não existem;
03. Desapego total de todos os bens materiais e dos vínculos emocionais mais profundos;
04. Nunca gerar conflito ou discórdia;
05. Manter-se fiel à neutralidade. Andar sempre pelo Caminho, que é o Caminho do Meio;
06. Nunca discutir para obter razão. A discusão alimenta o Ego e enfraquece o espírito;
07. Controle emocional mesmo diante de situações contraditórias, perigosas ou ruins;
08. Ciência plena de estar vivendo na ilusão;
09. Manter-se o máximo possível no estado da não-mente. Evitar alimentar pensamentos inúteis;
10. Praticar a meditação como forma de alcançar novos estados de consciência;
11. Ser calmo, sem jamais cair em atitudes beligerantes;
12. Aceitar as dificuldades com o coração aberto, para depois tentar superá-las;
13. Aprender a observar e absorver. Sem nunca tomar partido de nada;
14. Aprender as regras do jogo, mas não participar do mesmo;
15. Manter respeito pela natureza;
16. Comprometer-se intensamente com sua própria evolução espiritual;
17. Manter a vida espiritual na prioridade, acima da vida material;
18. Não se deixar influenciar por sentimentos negativos de terceiros;
19. Saber fazer a passagem tranquila para a outra vida;
20. Respirar corretamente para a melhor absorvição do Prana;
21. Nunca matar, ferir ou maltratar nenhum ser vivo de espírito independente;
22. Aprender a amar incondicionalmente;
23. Estar além do bem e do mal;
24. Compartilhar na medida do possível aquilo que aprendeu;
25. Nunca corromper a verdade e a evolução espiritual por dinheiro;
26. Enxergar além das formas humanas, vendo espíritos iguais ao seu;
27. Tornar-se consciente de sua responsabilidade por sua própria vida;
28. Tornar-se consciente de seu poder criador;
29. Aceitar seu papel como Co-Criador da realidade existente;
30. Reconhecer e aceitar sua divindade;
31. Nunca duvidar de sua divindade, de seu poder de criação e manifestação;
32. Abertura e uso responsável do Terceiro Olho;
33. Abertura e uso permanente do Chakra Cardíaco;
34. Abertura cuidadosa e responsável dos demais chakras;
35. Reconhecer o poder de manifestação de seus pensamentos e intenções;
36. Moldar sua existência sobre os 4 Pilares: Intenção, Atenção, Ação e Aceitação;
37. Reconhecer a presença de Deus;
38. Amar a Deus do fundo da alma, compreendendo que Deus sendo tudo, está amando a todos e a si próprio;
39. Aceitar o silêncio em sua vida, evitando verbalizações inúteis;
40. Aprender a viver, aceitar e amar a solidão, reconhecendo seu poder de ajudar a evolução;
41. Eliminar todos os dogmas religiosos que por ventura ainda percorram sua mente;
42. Eliminar todos os condicionamentos e falsas convenções impostos pela sociedade;
43. Manter a calma nos momentos de maior perigo, sabendo que é uma divindade imortal em espírito;
44. No devido momento de sua evolução, abdicar de tudo, inclusive de sua missão na Terra;
45. Usar possíveis dons sobrenaturais por altruísmo, nunca os corrompendo por dinheiro;
46. Desapego passo a passo da sexualidade como forma de prazer;
47. Enfraquecer todas as vontades e desejos, deixando apenas o verbo;
48. Saber limitar o conhecimento para não se deixar corromper pelo mesmo, usando-o apenas quando necessário ao seu desenvolvimento;
49. Manter a conexão com seu Eu Superior de maneira constante;
50. Guiar-se apenas pelo coração, deixando a visão manter-se em segundo plano;
51. Admirar sem se apegar;
52. Aceitar a admiração de terceiros, mas ensinando o caminho da não-idolatria;
53. Aprender a não lutar contra a correnteza, mas burlá-la indo pela margem;
54. Reconhecer que não sabe nada, estando em constante aprendizado;
55. Reconhecer a existência de seres superiores, mais iluminados e respeitá-los em sua divindade;
56. Reconhecer a existência de seres inferiores, negativados e respeitá-los em sua divindade;
57. Não ensinar da maneira que compreende, mas da maneira que os outros o façam;
58. Respeitar as limitações de terceiros, admirando-os incondicionalmente;
59. Respeitar os que ainda dormem, mantendo o mesmo carinho que tem pelos despertos;
60. Respeitar as crianças que chegam, ensinando-as sobre o amor incondicional e a divindade interior;
61. Reconhecer que a lucidez é o caminho do Ego e que a instrospecção é o caminho do espírito;
62. Reconhecer a verdade não pela prova, mas pelo seu discernimento;
63. Nunca julgar terceiros nem a si mesmo. Quem julga é o Ego, o espírito aceita;
64. Ter independência intelectual;
65. Ser altruísta, não por falso moralismo, mas por que ajudando terceiros está ajudando o universo inteiro e a si próprio;
66. Nunca temer pela vida do corpo, pois sabe que o espírito continua;
67. Perdoar tudo e a todos, independente de suas faltas ou delitos;
68. Alimentar-se corretamente para manter o veículo corporal em condições de suportar o espírito;
69. Celebrar a vida física concedida, mas vivê-la pelo espírito;
70. Abrir o coração apenas para a luz, deixando a escuridão do lado de fora;
71. Seja grato por tudo e por todos;
72. Reconhecer que você é.

Lembrando que não são regras, mandamentos ou dogmas, são apenas dicas para se alcançar a ascensão espiritual; atalhos para a mestria. Cabe a cada um usá-los ou não.

Fonte:http://particulasdafonte.blogspot.com/2010/12/manual-do-
mestre.html

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Admirável Mundo Novo (Brave New World) - Aldous Huxley


Admirável Mundo Novo (Brave New World) foi escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932. É uma outra história sobre um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

Vários comportamentos humanos são considerados selvagens, como o sexo por exemplo. Os bebês são gerados in-vitro, passando por um "controle de pureza". A satisfação humana é conseguida através de uma droga livremente usada.

Na trama central, o personagem Bernard Marx sente-se insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta. Num reduto onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado (uma espécie de "reserva histórica" - semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado (que corresponde à época em que o livro foi escrito), Bernard encontra uma mulher oriunda da civilização e o filho dela, John. Bernard vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.

O livro desenvolve-se a partir do contraponto entre esta hipotética civilização ultra-estruturada (com o fim de obter a felicidade de todos os seus membros, qualquer que seja a sua posição social) e as impressões humanas e sensíveis do "selvagem" John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "Admirável Mundo Novo".

Aldous Huxley escreveu, mais tarde, outro livro, chamado Retorno ao Admirável Mundo Novo, sobre o assunto: um ensaio onde demonstrava que muitas das "profecias" do seu romance estavam a ser realizadas graças ao "progresso" científico, no que diz respeito à manipulação da vontade de seres humanos.

A história de Huxley rendeu duas mini-séries para a televisão, uma produzida em 1980 e outra em 1998. Infelizmente nunca foram lançadas em vídeo ou DVD. A melhor de todas é a versão de 1980, com o ator canadense Keir Dullea (De “2001: uma odisséia no espaço”) que chegou a passar na TV Globo. Produzida pela rede NBC a série conseguiu um equilíbrio perfeito entre a comédia e o drama futurista e resumiu muito bem todas as idéias contidas no livro. A versão de 1998 é inferior e teve o ator Leonard Nimoy (O senhor Spock de “Jornada nas estrelas”) no papel de Mustafá Mond.

Embora nunca tenha chegado ao cinema, “Admirável mundo novo deixou sua marca em muitos filmes. Em “O Demolidor” (1993), a personagem de Sandra Bullock, Lenina Huxley, é uma homenagem ao livro e ao autor. E o filme “Gataca, a experiência genética” copiou muita coisa do livro de Huxley.
Já estava na hora de alguma distribuidora adquirir os direitos da mini-série de 1980 e lançá-la em DVD. Afinal, cópias piratas já estão sendo vendidas na Internet. Hoje, mais do que nunca, é importante relembrar o livro de Huxley. Afinal, a ameaça do terrorismo e do crime organizado pode nos levar para uma sociedade rigidamente controlada, como aquela que ele imaginou em 1932.
Fonte: http://anselmovieira.zip.net/

1984- George Orwel


Mais um retrato apocalíptico do futuro. Publicado em 1948 (invertendo os dois últimos dígitos temos 1984), o livro de George Orwell parece uma metáfora do mundo atual. A total falta de privacidade que se vive hoje, em grande parte pela internet, parece ter alguma ligação com a história.
Aqui o Estado aparece como onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada. A presença do Grande Irmão ("Big Brother") é a prova disso. Cada casa, cada rua, cada ambiante possui um grande monitor de vídeo com o rosto do Grande Irmão que observa a sociedade 24 horas por dia, além de mostrar imagens sobre as novas conquistas, vozes de ordem, filmes instrutivos e comandos. Através destes mesmos monitores, os cidadãoes são vigiados. A escrita ou qualquer outro tipo de registro não é permitida.
A trama central do livro é a vida de Winston, um funcionário do Ministério da Verdade de Oceania que acaba ficando incoformado com a realidade e parte para uma revolta que ele pensava ser solitária. Tudo motivado pelo amor que sente por Júlia, colega de trabalho. Mas ele descobre que não é fácil desafiar o partido que está no poder e que comanda a "Pista 1" - nome dado à Inglaterra que estaria sob o comando do Grande Irmão. O mundo está dividido em 3 partes que lutam enter si numa guerra sem fim.

Alguns dos momentos singulares no livro são os de adoração ao Grande Irmão. Os cidadãos param diaramente durante dois minutos e se entregam a uma histeria coletiva em ovação, em frente à uma enorme tela com o rosto dele.

Outras passagens interessantes, ficam por conta de Winston, ao escrever em um caderno que comprou secretamente em uma antiga loja de bugingangas. Para se esconder do Grande Irmão, ele sentava-se num pequeno vão da parede de casa, quase paralelamente ao monitor, onde não podia ser visto. Ali ele escrevia uma espécie de diário, em que registrava suas angústias e anseios.

A pretensão do Partido no poder, seria o de manter a paz. Mas a que custo? Tolhindo os humanos de toda e qualquer liberdade de expressão, de ir e vir, de livre arbítrio... Winston descobre das mais terríveis maneiras o que preço que se paga por quebrar as regras desta sociedade. Em alguns momentos, lembramos da ditadura militar, em outros do nazismo...

Em 1984, o livro foi levado à telas do cinema. O filme não tem todas as nuances do livro, mas dá uma boa mostra do que seria este mundo apocalíptico vislumbrado por Orwell que, não longe da ficção, pode se tornar inevitavelmente em realidade.

Confira o trecho inicial do filme com o culto de ovação ao "Big Brother": http://www.youtube.com/watch?v=RyrIj4CqVsc

Assista aqui ao trailler do filme: http://www.youtube.com/watch?v=QeJKxclGBtE&mode=related&search=

Fonte:http://anselmovieira.zip.net/

2012 por Sai Baba

Não consegui confirmar a fonte, mas independente da autoria o texto mostra uma visão pelo menos interessante e bastante lógica do ponto de vista do princípio hermético da polaridade, afinal a luz atuante passa a revelar aquilo que estava oculto, na escuridão.

Uniformidade é escuridão.

Conformidade é ausência de luz.

Unanimidade é burrice.

Escuridão uniformiza tudo, e toda unanimidade é burra, por outro lado, a luz mostra toda a diversidade da vida, em todo o espectro da beleza, assim luz é inteligência em toda a sua riqueza - F.A.

SAI BABA fala sobre 2012

Ouviu falar de 2012 como um ano em que algo ocorrerá?Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.

Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.

Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.

Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.

Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta. Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.

Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama, na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.

Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.

“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.

Como assim? Não percebe a escuridão?

Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo. Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal. E por esta razão sinto amor por tudo isso.

A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio. Não é uma força que se opõe à luz.. É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona. O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos ver o contexto total da nossa vida. A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé. Assim que aumentamos a nossa freqüência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?

Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.

Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local. A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura.

Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza. Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira..

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.

Fonte: http://pistasdocaminho.blogspot.com/2010/11/2012-por-sai-baba.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lucid Dreamming


"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos."
(William Shakespeare)

“Lucid Dreaming” de Stephen LaBerge.Infelizmente, este é um livro que ainda não possui uma edição em língua portuguesa. O excerto é praticamente o epílogo da referida obra e aborda um assunto que, se constitui como uma das mais importantes implicações da fenomenologia dos sonhos lúcidos. Quem estiver interessado em conhecer melhor o trabalho e obra do autor, recomendo a visita ao seguinte site da Web (de autoria do próprio LaBerge): www.lucidity.com.

(...)É provável que aquilo que foi dito em relação ao terço das nossas vidas que passamos a dormir também possa ser aplicado aos outros 2/3 – o estado a que chamamos vigília.

Comecemos com algumas das aplicações e implicações que a experiência do sonho lúcido sugere para a vida quotidiana. Até que ponto serão relevantes para a vida vigil, os conceitos do sonho lúcido? A resposta é que as atitudes que caracterizam o sonho lúcido possuem certos paralelismos com uma abordagem à vida que podemos apelidar de “vida lúcida”.



Durante o sonho não lúcido assumimos tacitamente que estamos acordados, enquanto que no sonho lúcido nós sabemos que estamos a dormir e a sonhar. Creio que o par de atitudes correspondentes se podem processar também no estado de vigília da seguinte forma: por um lado, podemos assumir, de forma não lúcida, que estamos objectivamente a experimentar a realidade. De acordo com esta perspectiva, a percepção parece ser um assunto simples e que se reduz meramente a olhar pela janela dos nossos olhos e observar o que está lá fora. Infelizmente, este ponto de vista tradicional e do senso comum parece ser claramente inconsistente com as descobertas da psicologia e neuropsicologia modernas. O que nós vemos não é o que está “lá fora”; de facto, não existe sequer um “lá fora”. O que nós vemos e sentimos é apenas um modelo mental, dentro da nossa cabeça, daquilo que percepcionamos ou acreditamos estar “lá fora”.



A compreensão lúcida da natureza da percepção deriva do actual conhecimento acerca do funcionamento cerebral. Seguindo esta abordagem, proponho a hipótese de trabalho de que todas as nossas experiências são necessariamente subjectivas: elas são o resultado da nossa própria construção baseada no nosso estado motivacional, bem como naquilo que vemos e acreditamos ser a realidade. Um bom exemplo desta afirmação são as ilusões ópticas que podem ocorrer como resultado das expectativas. Resumindo, poderemos dizer que a análise mais correcta acerca da percepção é que nós não experimentamos a realidade de forma directa mas sim através de modelos do mundo. Desta forma, antes de sermos capazes de ver o que está “lá fora”, a informação visual dos nossos olhos tem de passar por uma série de factores subjectivos tais como as expectativas, sentimentos, conceitos, valores e atitudes.



Para a Psicologia Esotérica, o estado a que habitualmente chamamos de vigília/acordado está tão longe de ver as coisas como elas são na “realidade objectiva” que mais poderia ser apelidado de “sono” ou “sonho”. Bertrand Russel chega a esta mesma conclusão percorrendo no entanto um caminho diferente. Segundo este autor, se acreditarmos no que diz a física actual, então os “sonhos” a que chamamos percepções vigis têm apenas mais uma pequena semelhança com a realidade objectiva do que os fantásticos sonhos do sono.



Filósofos à parte, se lhe perguntassem “Estás acordado?” provavelmente iria responder “Com certeza!”. Infelizmente, estar certo de que estamos acordados não fornece nenhuma garantia disso mesmo.

Como sabe que está acordado neste preciso momento? Poderá dizer que sim porque se lembra de ter acordado hoje de manhã. Mas isso poderá ter sido apenas um falso acordar, e pode estar a enganar-se a si próprio sonhando que já não está a sonhar. Talvez aquilo que julgamos ser um “verdadeiro acordar” seja apenas mais um grau de acordar parcial ou falso.



Tentemos perguntar verdadeiramente, uma vez mais, a nós próprios: “Estou acordado?”. Notará o quão difícil é levantar genuinamente esta questão. Perguntar sinceramente se estamos realmente acordados requer uma dúvida honesta e isto não é um assunto fácil para a maioria. Mas duvidar do “induvidável” é o negócio dos filósofos. Como Nietzche coloca a questão: “…além desta realidade em que vivemos e temos o nosso Ser, uma outra, e completamente diferente, realidade permanece fechada e é por sua vez também uma aparência”



Como podemos nós não estar totalmente acordados? É possível que tenhamos um sentido superior (eg. uma forma de intuição) que normalmente permanece adormecido quando os nossos sentidos “inferiores” mas mais conhecidos estão acordados. Assim, como foi acima sugerido, a experiência a que chamamos vigília/acordado e consideramos completa, pode ser de facto apenas um acordar parcial e apenas parte da verdadeira realidade.

Como Orage escreveu: “Podemos temer a existência de uma morbidez nas decorrentes especulações; e que um esforço para ver as nossas vidas vigis como meramente uma forma especial de sono implica uma diminuição da sua importância para nós. Mas esta atitude perante um facto possível e provável é por si só morbidamente tímida. A verdade é que, tal como nos sonhos nocturnos o primeiro sintoma de acordar é suspeitar de que estamos a sonhar, o primeiro sintoma de acordar da vida vigil é a suspeição de que o nosso presente estado é semelhante a um sonho. Estarmos conscientes de que estamos apenas parcialmente acordados é a primeira condição para nos tornarmos e ficarmos nós próprios verdadeiramente mais despertos.



Dada a virtual impotência do raciocínio filosófico para levantar genuinamente a suspeição de que estamos apenas parcialmente acordados, existe felizmente um meio mais eficaz de abordar esta questão. Esta abordagem, o que não constituirá nenhuma surpresa, é o Sonho Lúcido. Os sonhos lúcidos podem objectivamente mostrar-nos como é pensar que estamos acordados e descobrir que afinal isso não é verdade. O sonho lúcido pode ser um ponto de partida para a compreensão de como podemos não estar totalmente despertos – assim como o sonho normal está para o sonho lúcido, o comum estado vigil pode estar para o verdadeiro estado desperto. Esta capacidade dos sonhos lúcidos – preparar-nos para um acordar mais completo e verdadeiro, pode vir a provar ser o potencial mais significativo para nos ajudar a ficar mais vivos nas nossas vidas(...)

Fonte: http://sites.google.com/site/arcadesonhos/afilosofiaonirica

Da Realidade e do Sonho


"O que vejo, o que sou e suponho não é mais do que um sonho num sonho."

(Edgar Allan Poe)



Mas afinal o que é a realidade?

A definição do senso-comum mais abrangente seria provavelmente: “Tudo o que existe”.

Os cientistas em geral usam frequentemente o termo “realidade” como um sinónimo para “Universo físico”. Contudo, de acordo com a neurofisiologia actual, o universo físico apenas existe hipoteticamente, uma vez que apenas o podemos experimentar de forma indirecta através de estimulações neurais. É aquilo a que podemos chamar de “Experiência-no-Corpo”- IBE (In the Body Experience) na terminologia anglo-saxónica.
De acordo com esta teoria, a realidade física que de facto experimentamos parece ser apenas uma estimulação imperfeita e uma abstracção de um universo físico cuja existência apenas podemos inferir, e nunca directamente corroborar.
Contrastando com esta posição podemos assumir uma atitude descritiva ao usar o termo realidade. Assim, de um ponto de vista fenomenológico, o termo realidade refere-se ao mundo da experiência directa, o mundo em que vivemos. Nesta perspectiva, a realidade experimentada nos sonhos ou noutros estados alterados da consciência (como em estados meditativos ou provocados pelo consumo de substâncias psicoactivas) não é menos válida que a realidade experimentada no normal estado de consciência, aquele em que nos encontramos durante a vigília, na maior parte do dia. Ou seja, os sonhos e a vigília são apenas modos distintos de percepção da realidade.
Um estado de consciência é como um filtro ou lente, através do qual vemos o mundo. Assim, durante a vigília experimentamos a realidade de uma determinada forma, somos inundados por estímulos perceptivos. No sonho experimentamos a realidade segundo um modo perceptivo diferente, um modo em que estamos “fechados” para o mundo exterior. O mesmo se passa num sonho lúcido ou numa trip sob efeito de cannabis; cada estado tem a sua realidade característica.
Infelizmente, na nossa sociedade o termo “sonho” adquire sentidos indesejáveis que prejudicam a nossa compreensão da sua real natureza e importância. Por exemplo, muitas pessoas usam frequentemente a frase: “Foi apenas um sonho”. Isto assenta muito bem na perspectiva comum de que os sonhos não são reais e portanto não são importantes, não são dignos de uma atenção séria, sendo melhor esquecer do que lembrar.
Em relação à natureza dos sonhos, cada indivíduo normalmente efectua um juízo, uma assumpção em sintonia com os seus preconceitos pessoais e/ou culturais (Kellogg, 1989). Por exemplo:
1.Sonho = simplesmente as projecções subjectivas do cérebro adormecido de uma pessoa.

2.Sonho = Um mundo espiritual totalmente diferente e independente.

3.Sonho = Um reino parapsicológico com elementos tanto objectivos como subjectivos.

4., 5., etc…

Uma vez realizados, estes juízos cristalizam-se e tornam-se praticamente inquestionáveis.
Alguns cientistas certamente acreditam que uma aceitação inquestionável da actualmente popular teoria do sonho tal como sumariado no juízo 1., define a verdadeira natureza dos sonhos. Mas para muitos outros, tal definição parece ser simultaneamente limitativa e ingénua. O mundo onírico constitui-se como um universo próprio, uma realidade com as suas próprias leis e, tal como as outras realidades, é uma criação da nossa própria mente.

Fonte:
http://sites.google.com/site/arcadesonhos/afilosofiaonirica